por: Leonardo Luzes
Trabalhar com o que gostamos, diferentemente do que muitos digam, não é um privilégio para poucos. Há várias escolhas que podem levar a diferentes caminhos na vida profissional. O amor ao ofício que faz o profissional ser dedicado e atencioso, fazendo do seu ambiente de trabalho o melhor para si e para aqueles que ali ficam. Nem sempre é possível trabalhar no que gostaríamos, mas é importante que tenhamos uma satisfação pessoal e satisfação com as responsabilidades dentro do trabalho. Independentemente as atribuições financeiras dadas a cada profissão, podemos descobrir que todas elas têm seu diferencial, e podem ser interessantes. O que temos como certo é que devemos escolher a medida em que fomos adquirindo conhecimento. Mas esse é só um dos caminhos. As vezes sabemos desde pequenos. Em alguns casos podemos dizer até que a vida é que levou aquela pessoa a ser um determinado profissional daquela área.
José Pereira Dos Santos foi um desses. Hoje ele é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos. José teve seu primeiro contato com essa área ainda quando criança, quando trabalhou em uma carvoaria. Para a profissionalização foi um passo. Em 1984, buscando uma melhora nas condições de trabalho, se filiou ao sindicato, e lá cresceu e se consolidou. José reconhece que a situação do trabalhador nunca foi e nem será fácil, mas por experiências próprias, sabe que o esforço individual pode vencer barreiras. Quando perguntando se sente a mesma paixão pela sua atividade até os dias de hoje, José responde: “O tempo traz amadurecimento. Hoje sei que o diálogo pode resolver muita coisa que antes era resolvida pelo confronto. Portanto, não basta paixão. É preciso agir com critérios e firmeza na hora certa.” Essas com certeza é uma boa dica.
Marco Antônio Martins é outro que se mostrou aficionado pelo seu ofício. Ele comemora esse ano 25 anos de trabalhos prestados. E muito bem prestados. Hoje marco tem uma jornada de trabalho que chega a pouco mais de 12 horas. Mas isso só o deixa mais feliz. “A cada dia busco e encontro alegria naquilo que faço”, afirma. Marcos acha que isso é fator determinante para o sucesso profissional, embora não seja uma fórmula. Também acha importante a concorrência do mercado, para que o profissional busque cada vez mais estar sempre atualizado sobre as novidades do seu trabalho. Para os filhos, que são 3, deixou que optassem sem a mínima influência. Quando perguntado sobre a aposentadoria, Marcos afirma que pensa sim, mas apenas no papel, na prática, vai continuar atendendo: “não consigo me ver longe de um consultório, do contato com o paciente. Isso pra mim é muito revigorante”.
Francisco Dias da Rocha tem 54 anos, é desquitado e tem dois filhos, um casal, o menino é adotado. Ele nasceu no Piauí e reside em Guarulhos há 8 anos. Trabalha como motorista de ônibus há 35 anos, 13 anos só na Transguarulhense. Já é aposentado, mas continua trabalhando. Não consegue se ver parado. O primeiro emprego foi de cobrador de ônibus e logo depois alcançou o cargo de motorista, tudo isso na mesma empresa. Desde que começou, Francisco nunca pensou em mudar de profissão. Na sua opinião motorista dificilmente fica desempregado, sempre haverá trabalho. Ele trabalhou somente em quatro empresas. O que ele mais gosta nesta profissão: “... é que tem muita emoção por transportar dezenas de vidas todos os dias, e devido a isso deixo os problemas de lado”. O amor pelo trabalho faz com que Francisco seja um exemplo dentro da categoria.
Já para Aldenora Vianna, revendedora de cosméticos, a descoberta do amor pela profissão veio bem mais tarde. Aldnora trabalhou na Indústria de Auto Peças durante 7 anos, Ao ser dispensada, e com um filho de 7 meses para criar, ela teve de se reinventar. Começou a revender produtos de beleza. A redescoberta profissional foi tão grande, que esse ano completou 19 anos de vendas de produtos de marcas conhecidas. O contato com as pessoas é o mais importante na área que atua: “O que ela mais gosto nesta profissão é das pessoas, que me elogiam e gostam do meu trabalho” O diferencial nesse caso: Aldenora deu tão certo nessa área que ensinou ao marido a arte das vendas. Hoje os dois vivem deste trabalho, sustentam a casa e a escola particular em que os dois filhos estudam e todas as outras despesas. A história de Aldenora mostra a determinação de quem não teve medo de encarar a vida. Quando se viu numa situação difícil, arregaçou as mangas e pôs se a trabalhar. Graças à determinação e o amor ao que faz, Aldenira, assim como José Pereira dos Santos, Marco Antônio Martins e Francisco Dias são exemplos de sucesso. Eles são gente que faz!
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