domingo, 1 de agosto de 2010

Tatuagem: agrada Gregos, Troianos e.... mulheres

Por: Leonardo Luzes


Ela é milenar. A tatuagem tem uma história com mais de 3.500 anos. Era tida como uma forma de expressão da personalidade. Foi no Egito antigo que a tatuagem, então feita com perfurações introduzindo um pigmento na pele foi praticada. Existem provas arqueológicas que provam que marcas de tattoos foram feitas em seres humanos entre 4000 e 2000 a.C. Os primitivos se tatuavam para marcar os fatos da vida como o nascimento e a morte.

Na era Cristã, na clandestinidade, sob o jugo do poder pagão, os primeiros cristãos se reconheciam por uma série de sinais tatuados, como cruzes, o peixe, as letras gregas. Já na era moderna, a tatuagem passou por vários anos de marginalidade. Ela retorna a ser questão de relevância em nossa sociedade quando surge em artistas de música, cinema, e em pessoas comuns. Deixando de ser um símbolo de marginalidade, e sim uma forma de expressão individual de arte e estética do corpo, a tatuagem não é mais tosca como as de cadeias, e sim um desenho de traços mais finos e cores variadas.

Na América ainda é uma tabu para a ciência e história. Foi estabelecido que os primeiros habitantes do México e Peru, conheciam a arte e que mais tarde foi desenvolvida pelas civilizações Maias, Incas e Astecas. No século XIX não havia tatuadores profissionais trabalhando, embora muitos desses amadores estivessem a bordo dos navios e grandes portos. Foi somente a partir de 1920 que a tatuagem ficou mais comercial, tornando-se mais popular entre os americanos e europeus. Muitos adeptos surgiram nas décadas de 50 e 60.

No Brasil, o precursor da tatuagem moderna foi um cidadão dinamarquês chamado Knud Harald Lucky Gegersen. Chegando por aqui em 1959, Lucky se estabeleceu em Santos, no litoral paulista, utilizando seu talento e suas técnicas de desenhista e pintor profissional. Apesar de toda sua história, o conceito de origem independente se adequa a tatuagem, pois ela foi inventada várias vezes, em diferentes momentos e partes do Mundo, em todos os continentes, com maior ou menor variação de propósitos, técnicas e resultados.

As tatuagens são feitas com pigmentos e com agulhas específicas para tatuar, que devem ser obrigatoriamente descartáveis e nunca reutilizadas (mesmo que seja na própria pessoa). As máquinas elétricas, preferencialmente, devem ter a ponteira de aço inox cirúrgico. Elas devem ser limpas por ultra-som e esterilizadas com estufa a uma temperatura igual ou superior à 170 º C por um período de pelo menos 3 horas.
O que tem chamado mais atenção, é que nas décadas de 50, 60 e 70, as tatuagens apareciam, em sua maioria, nos corpos masculinos. Não que as mulheres não fizessem, mas no corpo delas, geralmente, eram em lugares escondidos aos olhos dos outros. Essa é uma estatística que vem mudando, certamente. Na década de 90, beldades do cinema começaram a expor suas tattoos, em festas, filmes, revistas... Hoje basta perguntar a qualquer tatuador sobre seus clientes. Eles são unânimes em dizer que pessoas “comuns” estão, sim, fazendo mais tatuagens. Especialmente as mulheres.
As tatuagens pequenas e delicadas, como estrelinhas, borboletas, notas musicais, geralmente feitas em tornozelos, atrás da orelha, nucas e costas ainda representam 80% da demanda feminina. Mas tem muita mulher que prefere desenhos mais elaborados, como dragões e tribais. “As mulheres hoje são mais independentes, mais decididas. Elas querem fazer uma tatuagem, vão e fazem”, afirma Bob Toller.

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