Filme realizado pela Cinevideo. Este foi gravado no Rio de Janeiro e editado na nossa matriz em Brasília. Nào participei efetivamente desse, mas tenho muito orgulho de fazer parte dessa família. Parabéns Felipe Favoretto, Bruno Calda, Breno Medeiros, Renata Amaral, Dani Arruda... Ficou lindo.
Leonardo Luzes
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
45 anos de inovação para o Brasil
Video produzido pela Cinevideo para a comemoraçào dos 45 anos da FINEP. Orgulho de fazer parte dessa família. Obrigado Renata Amaral, Barbara Libânio, Fátima, Thalita Portugal, Alexandre Aranha, Gabriel Floro. Ter uma equipe como essa é para poucos.
Jornal Sensacionalista
O seu jornal isento de verdade é um programa do qual tenho muito orgulho. Tive o prazer de produzir o pilot junto de uma grande profissional: Tais Quadros, e ao longo do processo pude migrar para a melhor parte: a ediçào. Foi um prazer editar 26 episódios ao lado do outro editor: Renato Portronieri. Espero que gostem do resultado.
Video: Reiventando Energia.
Trabalho de finalizador na produtora Cinevideo. Esse video foi feito sob encomenda da Eletrobras. Tive o prazer de intergrar uma equipe maravilhosa. Obrigado ao diretor: Fábio Brasil, a minha Coordenadora de produção, Renata Amaral, ao meu editor: Gabriel Floro e ao meu atendimento: Bárbara Libânio e Thalita Portugal.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Institucional Fashion Rio
Vídeo Institucional produzido para o novo visagismo do evento quando mudou para a Marina da Glória, no Rio de Janeiro. Produtora: Urca Filmes. Produtor; Leonardo Luzes. Edição: Jaiê Saavedra
sábado, 7 de agosto de 2010
Pneus Verdes: Tecnologia despolui o meio-ambiente transformando pneus carecas em asfalto seguro
Por: Leonardo Luzes
Eles não são problema só quando furam ou ficam carecas. Pneus sempre foram um dos grandes problemas ambientais quando já não há como recauchutá-los. Seu descarte polui aterros sanitários, assoreia rios, baías, terrenos baldios transformando-os em monumentos perenes à insalubridade. Essa verdade foi se tornando cada vez mais nítida e contundente com o persistente trabalho dos ambientalistas expondo os riscos em congressos, publicidade e através da mídia desta chaga resultante da industrialização. Estima-se que no Brasil, cerca de 30 milhões de pneus são descartados por ano.
Preocupadas com o aumento desses números, indústrias têm hoje a missão de prover soluções empresariais, corporativas, educacionais, sociais e institucionais para tentar evitar que esses “dejetos” sejam totalmente descartados no meio ambiente. Pesquisa elaborada Secretaria de Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Turismo do estado de São Paulo (USP), indica que 22 milhões de pneus são trocados anualmente no país. Desses, 46,8% são pneus usados que retornam ao mercado depois de recauchutados e 53,2% chegaram ao fim de suas vidas em carros e caminhões, ou seja, não há como fazê-los voltar às ruas e às estradas. Mas, uma parcela de 26,5% desses carecas não prejudicará o meio ambiente: será usada como combustível de fábricas de cimentos, solados de sapatos, tapetes para carros, e na construção civil.
Em todo o mundo já existem algumas aplicações para estes pneus que já deram o que tinham que dar, embora ainda não sejam reconhecidas pelos órgãos ambientais, apesar de ecologicamente corretas. As margens do rio Tietê, em São Paulo, exibem uma das utilidades desse refugo pneumático como muros de arrimo, proteções em ancoradouros e embarcações, parques de diversão, entre outros. Segundo o Instituto de Pesquisas Tecnológicas, essas boas ações equivalem a 26,7% do mercado, o que ainda é insignificante, perante o número de produção e de descarte dos pneumáticos.
Foi pensando nisso, que a ANIP, Associação Nacional das Industrias de Pneumáticos, fundada em 1960, e que reúne todos os fabricantes de pneumáticos e câmaras de ar no território nacional, decidiu atuar na defesa do meio-ambiente, realizando estudos e pesquisas para identificar as principais mudanças no mercado nacional. Surgiu assim o programa de Coleta e Destinação de Pneus Inservíveis. Com o objetivo de dar um fim útil aos pneus sem nenhuma esperança de vida nas estradas. Com o objetivo de contribuir com a preservação do meio ambiente e proteção à saúde pública, a Associação implantou em 2004 um programa de coleta desse refugo em todo o território nacional. A idéia extremamente benéfica à sociedade custou caro: nada menos que 20 milhões de reais. Começando em São Paulo, foram criados os “EcoPontos”, locais de recepção desses pneus, possibilitando a destinação ambientalmente correta. A coleta pode ser feita pelo serviço de limpeza pública do município, borracheiros, mecânicos e sucateiros. Esses parceiros podem levar seus pneus coletados a qualquer um dos EcoPontos espalhados pelo país. Neles, pessoal treinado destina os pneus exauridos para empresas que os utiliza como matéria prima para outros produtos, tais como tapetes, rodas para carrinhos e até mesmo asfalto. O processo começa com a seleção da borracha e logo após a trituração, onde as carcaças são transformadas em borracha picotadas e moídas até se transformarem em pequenos grãos. Quando acontece dos pneus serem radiais, o aço e a borracha são separados por processo magnético. Desses centros de picotagem, os fragmentos são destinados as cimenteiras licenciadas e servem como geradores auxiliares de energia. Quando comparado ao óleo diesel, apresentam menor custo e maior poder calorífico.
Mas as pesquisas não param de acontecer. Uma das mais importantes foi o desenvolvimento de um processo que incorpora a borracha moída de pneus no asfalto, melhorando as suas características e dando um destino adequado a uma grande quantidade de pneus que seriam descartados sem grandes cuidados.
Após essa incorporação da borracha no asfalto, verificou-se que a matéria obtida apresentava característica de recuperação elástica, viscosidade e uma suscetibilidade térmica jamais encontrada nos asfaltos convencionais. Essa massa obtida com o emprego da borracha, então batizado de “asfalto-borracha”, que apresenta maior durabilidade, menor tendência a deformações permanentes, mais elasticidade e resistência às intempéries, fora a maior resistência à fadiga do que aquela obtida com o uso do asfalto convencional, e que, com certeza, gera pavimentos mais duráveis e de melhor qualidade.
Segurança mais barata
No Brasil, as aplicações do asfalto-borracha em rodovias se iniciaram por volta do ano de 2000, depois da realização do primeiro congresso mundial sobre o assunto. O asfalto-borracha não é apenas uma boa solução ecologicamente correta, mas também uma maneira de se obter pavimentos mais duráveis e seguros, a um preço bem razoável e com uma baixa necessidade de manutenção. Hoje podemos afirmar que o Brasil, em particular a Petrobrás Distribuidora, domina a tecnologia de produção, transporte à aplicação do asfalto-borracha, com centenas de quilômetros já aplicados nas principais rodovias do país, como na BR 040, Juiz de Fora – Rio.
As observações e o monitoramento dessas pistas apontam para uma durabilidade que é o dobro daquela encontrada nos pavimentos construídos com ligantes convencionais, além do retardamento do aparecimento de trincas. Essas fissuras levam três vezes mais tempo para aparecer na superfície do revestimento asfáltico. Essas observações foram constatadas em simuladores de tráfego. A Petrobrás Distribuidora possui um analisador de pavimentos asfálticos que mede a vida de fadiga e a deformação permanente, simulando sua vida útil. O asfalto-borracha é analisado rotineiramente nesse simulador, apresentando resultados surpreendentes: as deformações em uma década de uso do pavimento chegam a ser quatro vezes menores e a vida da camada asfaltica é mais que o dobro do que uma cobertura tradicional.
Compromisso ecológico
A Concer, Companhia de Concessão Rodoviária Juiz de Fora – Rio, em parceria com a Petrobrás, tem sido pioneiras na implantação do asfalto-borracha no Rio de Janeiro. O primeiro recapeamento na BR-040 ocorreu em 2004. Essa tecnologia já foi utilizada nos trechos do Km 45 ao Km 82 e no trecho da obra da duplicação do trecho de Juiz de Fora. A utilização da técnica do asfalto-borracha pela Concer, contribuiu em parte para a redução dos pneus usados abandonados ao relento ou jogados em rios ajudando a eliminar focos de doenças e poluição.
Um outro fato importante pela contribuição para a redução de CO2 na atmosfera. Quando um pneu inservível tem como seu destino um aterro sanitário, a energia incorporada a ele é perdida e há um impacto adicional da sua contribuição para a geração do metano. Da mesma maneira, quando um pneu é incinerado, a energia incorporada é perdida e há emissão de CO2, altamente poluente. Uma tonelada de pneu picotado emite 2,7 de CO2, quando incinerada. Entretanto, quando o pneu é picotado e misturado, toda a energia incorporada é retida dentro do sistema e não há a emissão do CO2 na atmosfera. Uma ótima saída para os gases poluentes usados por industrias que utilizam borracha como combustível.
Eles não são problema só quando furam ou ficam carecas. Pneus sempre foram um dos grandes problemas ambientais quando já não há como recauchutá-los. Seu descarte polui aterros sanitários, assoreia rios, baías, terrenos baldios transformando-os em monumentos perenes à insalubridade. Essa verdade foi se tornando cada vez mais nítida e contundente com o persistente trabalho dos ambientalistas expondo os riscos em congressos, publicidade e através da mídia desta chaga resultante da industrialização. Estima-se que no Brasil, cerca de 30 milhões de pneus são descartados por ano.
Preocupadas com o aumento desses números, indústrias têm hoje a missão de prover soluções empresariais, corporativas, educacionais, sociais e institucionais para tentar evitar que esses “dejetos” sejam totalmente descartados no meio ambiente. Pesquisa elaborada Secretaria de Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Turismo do estado de São Paulo (USP), indica que 22 milhões de pneus são trocados anualmente no país. Desses, 46,8% são pneus usados que retornam ao mercado depois de recauchutados e 53,2% chegaram ao fim de suas vidas em carros e caminhões, ou seja, não há como fazê-los voltar às ruas e às estradas. Mas, uma parcela de 26,5% desses carecas não prejudicará o meio ambiente: será usada como combustível de fábricas de cimentos, solados de sapatos, tapetes para carros, e na construção civil.
Em todo o mundo já existem algumas aplicações para estes pneus que já deram o que tinham que dar, embora ainda não sejam reconhecidas pelos órgãos ambientais, apesar de ecologicamente corretas. As margens do rio Tietê, em São Paulo, exibem uma das utilidades desse refugo pneumático como muros de arrimo, proteções em ancoradouros e embarcações, parques de diversão, entre outros. Segundo o Instituto de Pesquisas Tecnológicas, essas boas ações equivalem a 26,7% do mercado, o que ainda é insignificante, perante o número de produção e de descarte dos pneumáticos.
Foi pensando nisso, que a ANIP, Associação Nacional das Industrias de Pneumáticos, fundada em 1960, e que reúne todos os fabricantes de pneumáticos e câmaras de ar no território nacional, decidiu atuar na defesa do meio-ambiente, realizando estudos e pesquisas para identificar as principais mudanças no mercado nacional. Surgiu assim o programa de Coleta e Destinação de Pneus Inservíveis. Com o objetivo de dar um fim útil aos pneus sem nenhuma esperança de vida nas estradas. Com o objetivo de contribuir com a preservação do meio ambiente e proteção à saúde pública, a Associação implantou em 2004 um programa de coleta desse refugo em todo o território nacional. A idéia extremamente benéfica à sociedade custou caro: nada menos que 20 milhões de reais. Começando em São Paulo, foram criados os “EcoPontos”, locais de recepção desses pneus, possibilitando a destinação ambientalmente correta. A coleta pode ser feita pelo serviço de limpeza pública do município, borracheiros, mecânicos e sucateiros. Esses parceiros podem levar seus pneus coletados a qualquer um dos EcoPontos espalhados pelo país. Neles, pessoal treinado destina os pneus exauridos para empresas que os utiliza como matéria prima para outros produtos, tais como tapetes, rodas para carrinhos e até mesmo asfalto. O processo começa com a seleção da borracha e logo após a trituração, onde as carcaças são transformadas em borracha picotadas e moídas até se transformarem em pequenos grãos. Quando acontece dos pneus serem radiais, o aço e a borracha são separados por processo magnético. Desses centros de picotagem, os fragmentos são destinados as cimenteiras licenciadas e servem como geradores auxiliares de energia. Quando comparado ao óleo diesel, apresentam menor custo e maior poder calorífico.
Mas as pesquisas não param de acontecer. Uma das mais importantes foi o desenvolvimento de um processo que incorpora a borracha moída de pneus no asfalto, melhorando as suas características e dando um destino adequado a uma grande quantidade de pneus que seriam descartados sem grandes cuidados.
Após essa incorporação da borracha no asfalto, verificou-se que a matéria obtida apresentava característica de recuperação elástica, viscosidade e uma suscetibilidade térmica jamais encontrada nos asfaltos convencionais. Essa massa obtida com o emprego da borracha, então batizado de “asfalto-borracha”, que apresenta maior durabilidade, menor tendência a deformações permanentes, mais elasticidade e resistência às intempéries, fora a maior resistência à fadiga do que aquela obtida com o uso do asfalto convencional, e que, com certeza, gera pavimentos mais duráveis e de melhor qualidade.
Segurança mais barata
No Brasil, as aplicações do asfalto-borracha em rodovias se iniciaram por volta do ano de 2000, depois da realização do primeiro congresso mundial sobre o assunto. O asfalto-borracha não é apenas uma boa solução ecologicamente correta, mas também uma maneira de se obter pavimentos mais duráveis e seguros, a um preço bem razoável e com uma baixa necessidade de manutenção. Hoje podemos afirmar que o Brasil, em particular a Petrobrás Distribuidora, domina a tecnologia de produção, transporte à aplicação do asfalto-borracha, com centenas de quilômetros já aplicados nas principais rodovias do país, como na BR 040, Juiz de Fora – Rio.
As observações e o monitoramento dessas pistas apontam para uma durabilidade que é o dobro daquela encontrada nos pavimentos construídos com ligantes convencionais, além do retardamento do aparecimento de trincas. Essas fissuras levam três vezes mais tempo para aparecer na superfície do revestimento asfáltico. Essas observações foram constatadas em simuladores de tráfego. A Petrobrás Distribuidora possui um analisador de pavimentos asfálticos que mede a vida de fadiga e a deformação permanente, simulando sua vida útil. O asfalto-borracha é analisado rotineiramente nesse simulador, apresentando resultados surpreendentes: as deformações em uma década de uso do pavimento chegam a ser quatro vezes menores e a vida da camada asfaltica é mais que o dobro do que uma cobertura tradicional.
Compromisso ecológico
A Concer, Companhia de Concessão Rodoviária Juiz de Fora – Rio, em parceria com a Petrobrás, tem sido pioneiras na implantação do asfalto-borracha no Rio de Janeiro. O primeiro recapeamento na BR-040 ocorreu em 2004. Essa tecnologia já foi utilizada nos trechos do Km 45 ao Km 82 e no trecho da obra da duplicação do trecho de Juiz de Fora. A utilização da técnica do asfalto-borracha pela Concer, contribuiu em parte para a redução dos pneus usados abandonados ao relento ou jogados em rios ajudando a eliminar focos de doenças e poluição.
Um outro fato importante pela contribuição para a redução de CO2 na atmosfera. Quando um pneu inservível tem como seu destino um aterro sanitário, a energia incorporada a ele é perdida e há um impacto adicional da sua contribuição para a geração do metano. Da mesma maneira, quando um pneu é incinerado, a energia incorporada é perdida e há emissão de CO2, altamente poluente. Uma tonelada de pneu picotado emite 2,7 de CO2, quando incinerada. Entretanto, quando o pneu é picotado e misturado, toda a energia incorporada é retida dentro do sistema e não há a emissão do CO2 na atmosfera. Uma ótima saída para os gases poluentes usados por industrias que utilizam borracha como combustível.
A internet de hoje...melhor ferramenta do amanhã
por: Leonardo Luzes
Lembro perfeitamente quando cheguei em casa e lá estava ele. Confesso que me dava um certo frio na barriga pensar que ele ficaria ali, na ponta da mesa do escritório do meu pai, de frente para a porta. Sentar, ligar e...ufa...abrir o que hoje chamamos de editor de texto... Mas parecia uma grande máquina de escrever.
O tempo ia passando e cada vez mais, nos víamos, todos em casa, fissurados em aprender tudo que aquela máquina tinha a nos oferecer, e que naquele momento seria muito ou pouco? Quem saberia? Deixei meio de lado sem saber que “aquele monstro” faria parte da minha vida.
Certa noite percebi que vinha um barulho estranho do escritório e corri para ver o que era, e lá estava meu pai entrando na tal Internet. Mas que seria isso? Que programa seria esse, que se pagava através da conta de telefone? Recomendações sempre eram frisadas: “não fica muito tempo não que a conta vai vir uma fortuna!”, falava meu pai. Aos poucos fui tomando gosto por aquele, que seria chamado de mundo digital, que ia me cercando e me mantendo ali, sentado por horas a fio, quase que sem piscar. Claro que em pouco tempo, o computador passou a ser o bem mais precioso e disputado por todos. Surgia a constatação: era a ferramenta ideal de pesquisa, tanto para o trabalho quanto para os trabalhos do colégio. Rapidamente o meu videogame passou a ser segundo plano, ficando de lado cada vez mais, sujo de poeira, num canto qualquer do armário.
Dez anos se passaram e o mundo digital não deixou nem um minuto de fazer parte de nossas vidas, desde o primeiro contato, tinha, de fato, chegado para ficar.
E-mails, chats, portais, sites, blogs...uma enxurrada de informações são despejadas em nossos terminais todos os dias. Quem trabalha hoje sem a Internet? Impossível pensar nessa hipótese hoje, num mundo que fica cada vez mais globalizado e unificado pela “tal rede”. A Internet se faz, a cada dia, mais necessária da vida dos seres humanos. Um médico que opera a distância ou um adolescente que tem seu diário digital? Tanto faz. Tudo isso faz parte de um mundo que estamos vivendo,mas não como uma novidade e sim como uma necessidade, de nós, obtermos de forma rápida e clara, uma resposta para nossas pesquisas. E pensar que jamais imaginaríamos que isso seria possível, sendo apenas uma ficção científica. Um grande passo, com certeza para os da minha gerção. Mas isso é só o inicio de uma longa jornada. Lamento não fazer parte disso daqui a 50, 60 anos. Imagina o que não será possível fazer no futuro com essa ferramenta? É... 3001, uma Odisséia no espaço começa agora.
Lembro perfeitamente quando cheguei em casa e lá estava ele. Confesso que me dava um certo frio na barriga pensar que ele ficaria ali, na ponta da mesa do escritório do meu pai, de frente para a porta. Sentar, ligar e...ufa...abrir o que hoje chamamos de editor de texto... Mas parecia uma grande máquina de escrever.
O tempo ia passando e cada vez mais, nos víamos, todos em casa, fissurados em aprender tudo que aquela máquina tinha a nos oferecer, e que naquele momento seria muito ou pouco? Quem saberia? Deixei meio de lado sem saber que “aquele monstro” faria parte da minha vida.
Certa noite percebi que vinha um barulho estranho do escritório e corri para ver o que era, e lá estava meu pai entrando na tal Internet. Mas que seria isso? Que programa seria esse, que se pagava através da conta de telefone? Recomendações sempre eram frisadas: “não fica muito tempo não que a conta vai vir uma fortuna!”, falava meu pai. Aos poucos fui tomando gosto por aquele, que seria chamado de mundo digital, que ia me cercando e me mantendo ali, sentado por horas a fio, quase que sem piscar. Claro que em pouco tempo, o computador passou a ser o bem mais precioso e disputado por todos. Surgia a constatação: era a ferramenta ideal de pesquisa, tanto para o trabalho quanto para os trabalhos do colégio. Rapidamente o meu videogame passou a ser segundo plano, ficando de lado cada vez mais, sujo de poeira, num canto qualquer do armário.
Dez anos se passaram e o mundo digital não deixou nem um minuto de fazer parte de nossas vidas, desde o primeiro contato, tinha, de fato, chegado para ficar.
E-mails, chats, portais, sites, blogs...uma enxurrada de informações são despejadas em nossos terminais todos os dias. Quem trabalha hoje sem a Internet? Impossível pensar nessa hipótese hoje, num mundo que fica cada vez mais globalizado e unificado pela “tal rede”. A Internet se faz, a cada dia, mais necessária da vida dos seres humanos. Um médico que opera a distância ou um adolescente que tem seu diário digital? Tanto faz. Tudo isso faz parte de um mundo que estamos vivendo,mas não como uma novidade e sim como uma necessidade, de nós, obtermos de forma rápida e clara, uma resposta para nossas pesquisas. E pensar que jamais imaginaríamos que isso seria possível, sendo apenas uma ficção científica. Um grande passo, com certeza para os da minha gerção. Mas isso é só o inicio de uma longa jornada. Lamento não fazer parte disso daqui a 50, 60 anos. Imagina o que não será possível fazer no futuro com essa ferramenta? É... 3001, uma Odisséia no espaço começa agora.
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